Analisam controvérsia sobre registros de vendas e recibos do semanário H13 dirigido por César Hildebrandt
O semanário H13, dirigido pelo jornalista César Hildebrandt, enfrenta questionamentos públicos e políticos em torno da emissão de mais de dois mil recibos de venda entre dezembro de 2025 e abril de 2026. Diversos analistas e jornalistas debateram sobre a legalidade e o procedimento contábil utilizado para declarar tais receitas perante a superintendência fiscal.
A polêmica surgiu após ser revelado que os recibos pela venda do semanário foram emitidos em nome de uma única pessoa em vez dos distribuidores individuais ou jornaleiros. Defensores da publicação argumentam que este procedimento responde a uma prática habitual para cumprir com as obrigações tributárias do Imposto Geral sobre as Vendas (IGV) perante a SUNAT, dado que os vendedores minoristas contam com um regime especial de isenção.
O caso gerou reações divididas no âmbito midiático peruano, onde setores críticos questionaram a transparência do veículo, enquanto defensores da liberdade de imprensa denunciam uma campanha orientada a desmerecer a trajetória do jornalista e de sua equipe de investigação.
A discussão também incorporou apontamentos sobre o papel das instituições de controle fiscal e judicial no país, evidenciando as tensões recorrentes entre os meios de comunicação independentes e diversos atores políticos e governamentais.
- Foram emitidos 2.129 recibos em nome de Michael Sánchez entre dezembro de 2025 e abril de 2026 por vendas do semanário H13.
- O procedimento contábil foi explicado publicamente como um método para declarar receitas e pagar o IGV perante a SUNAT.
- Os jornaleiros no Peru dispõem de um regime especial que os isenta de obrigações tributárias diretas.
- O debate gerou pronunciamentos de distintos setores jornalísticos e políticos no país.
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