Líder de seita no Quênia é condenado a 200 anos de prisão por mortes de seguidores
Um tribunal na cidade costeira de Mombaça, no Quênia, condenou Paul Mackenzie, líder da igreja Good News International, a 200 anos de prisão após declará-lo culpado pela morte de 190 crianças e um adulto por inanição e homicídio direto.
A sentença, emitida em novembro de 2026, abrange os primeiros 191 casos julgados em relação à tragédia ocorrida na floresta de Shakahola, onde as autoridades recuperaram mais de 400 corpos em valas comuns desde o início das investigações em 2023.
De acordo com os promotores, o líder sectário ordenava aos seus seguidores que jejuassem até a morte sob o preceito de que o mundo estava próximo do fim. As investigações também apontam que os membros sofriam coerção física para cumprir tais diretrizes.
O caso gerou um amplo debate no Quênia sobre a necessidade de estabelecer maiores mecanismos de supervisão e controle sobre organizações religiosas e cultos, dado que as atividades do grupo haviam sido detectadas pelas autoridades anos antes da descoberta em massa dos corpos.
- Paul Mackenzie foi condenado a 200 anos de prisão por um tribunal em Mombaça.
- A condenação inclui acusações por homicídio e mortes decorrentes da inanição sistemática.
- As investigações na floresta de Shakahola recuperaram mais de 400 corpos desde 2023.
- A decisão atual corresponde à investigação de 191 das mortes documentadas.
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